segunda-feira, 30 de março de 2020

Numa reunião hoje com vereadores e secretários, o prefeito Armando Duarte conversou sobre as medidas tomadas para proteger a saúde da população e abordou também a questão política.
Pela primeira vez o gestor tornou públicas as diversas pesquisas feitas no município para avaliar qual o nome preferido pela população como pré-candidato da situação. O nome de Nivaldo Tirri despontou em todas as pesquisas, revelou o prefeito.

Diante da informação, os próprios vereadores disseram a Armando que o nome do diretor do Hospital devia ficar definido como pré-candidato, por ter o apoio do povo e da maioria dos parlamentares e diversos outros setores da sociedade caeteense. Embora não vá fazer política agora, por conta da epidemia do coronavírus, Armando Duarte concordou e ficou definido que Tirri é o pré-candidato governista. O vice será definido em outro momento, até porque a eleição deste ano só acontecerá se a pandemia estiver controlada até o meio do ano.

A oposição, que recebeu reforço nos últimos meses, tem entre seus nomes para enfrentar Tirri, o vice Severino Gordo, Galego de Zé Miúdo, o vereador Jocelino Ferreira e o empresário Júlio César, segundo muitos o homem do dinheiro entre os oposicionistas. Dentre os vereadores presentes estavam  Tonho de Nina (presidente da Câmara), Batonho, Di Noronha, Lena, Gauzo e Rosana. Fonte: Blog do Roberto Almeida

domingo, 29 de março de 2020

DO BLOG DO ELVIS AMÂNCIO: Depois do vice-prefeito Severino Gordo, do ex-secretário de agricultura, Galego de Zé Miúdo e do Vereador Paulinho, o grupo do prefeito de Caetés perde um dos mais importantes vereadores do município, o Irmão Naldinho. Ele foi eleito vereador pela primeira vez em 2012, e em 2016 defendendo sua segunda candidatura, obteve a histórica marca de 1059 votos, entrando assim para o seleto rol dos que ultrapassaram os 1.000 votos nas urnas de Caetés, sendo neste último pleito o vereador mais votado. Foi Presidente da Câmara e é um das figuras públicas mais populares do Município. 

Quem também anunciou a ida para a oposição foi o suplente de vereador e Presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável, Nego de Paizinho. Naldinho e Nego vêm para reforçar ainda mais o time da oposição que já conta com nomes fortes como Júlio César da Farmácia, principal articulador do grupo, o ex-secretário Galego de Zé Miúdo e seu irmão Luciano, o ex prefeito Zé da Luz, o ex vice-prefeito Hermínio Sampaio,  os vereadores Jocelino Ferreira, Everaldo Ribeiro, Bastião de Dedé e Paulinho do Gordo, o ex-candidato a prefeito Benedito, além de tantas outras lideranças políticas como suplentes de vereadores e presidentes de associações comunitárias.

Em conversa com o Blog, Naldinho explicou que sua saída se deu por também ter sido descartado pelo prefeito que negou sua participação da chapa majoritária que apoiará nas próximas eleições.

sábado, 28 de março de 2020

Enquanto aguardam o pico da epidemia de coronavírus na Europa, ou seja, o número máximo de casos, os especialistas se perguntam o que acontecerá a seguir. Depois que o “tsunami” passar, como descrito pela equipe médica na Itália, a questão é se o número de casos começará a cair ou, pelo contrário, haverá “réplicas secundárias” recorrentes. A diretora geral da agência francesa de Saúde Pública, Geneviève Chêne, admite que “é muito cedo para ter certeza da dinâmica da epidemia”. 

Tendo em conta a experiência da China e da Coreia do Sul, os primeiros países afetados, “vemos que há uma dinâmica de um período entre dois e três meses com uma reversão do pico, após medidas muito rigorosas, entre o primeiro e o segundo mês”, explicou em declarações à rádio France Info. Nesse caso, a queda no número de casos na França começaria em maio. Na China, a onda parece ter passado. Por vários dias, e até esse final de semana, o país não registrou nenhum caso de infecção local por Covid-19.

Mas o especialista em saúde pública e epidemiologista Antoine Flahault diz que pode ser um período de calma antes de uma nova onda de infecções. “Será que a China experimentou apenas uma onda anunciadora (…) enquanto a grande onda ainda está por vir?”, questionou na revista médica The Lancet. Para entender o complexo funcionamento das epidemias, é preciso voltar à gripe de 1918, que, em três ondas sucessivas, deixou quase 50 milhões de mortos e depois desapareceu.

Por que a “grande gripe” desapareceu? É uma pergunta que intriga os matemáticos, incluindo os escoceses William Ogilvy Kermack e Anderson Gray McKendrick, que criaram modelos para entender sua evolução. Em sua análise, descobriram que uma epidemia desaparece não por causa da “falta de combatentes” – uma situação em que um agente infeccioso desaparece junto com os pacientes que mata – mas por causa da aquisição de “imunidade de grupo”, explica Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra (Suíça).

“A imunidade de grupo é a proporção de pessoas imunizadas contra o vírus (por infecção ou vacina quando existe) necessárias para bloquear qualquer risco de ressurgimento da epidemia”, explica ele à AFP. Essa proporção depende da facilidade com que o vírus é transmitido de uma pessoa infectada para uma pessoa saudável. Esquematicamente, quanto mais contagiosa a doença, maior será a proporção de pessoas imunizadas para que a epidemia pare.

Flahault calcula que, no caso do coronavírus, “é necessário entre 50 e 66% de pessoas infectadas e imunizadas para eliminar a pandemia”. Mas o nível de contagiosidade (chamado ‘R’) varia ao longo do tempo em função das medidas sanitárias que se aplicam (quarentena, medidas de barreira, confinamento) e também das condições climáticas. Se ‘R’ for inferior a um, é possível dizer que um doente contamina menos de uma pessoa, “então a epidemia é contida”, explica Flahault.

“Ressurgimento”: Mas “não necessariamente desaparece, principalmente se a proporção de imunizados não atingir entre 50% e 66%. Pode fazer uma pausa. É o que está acontecendo agora na China e na Coreia”, diz ele. “Os freios sanitários ou meteorológicos são transitórios” e, quando desaparecem, a epidemia recomeça até atingir a imunidade de grupo, ressalta o especialista francês. O chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital de Paris Pitié-Salpêtrière, François Bricaire, também acredita que é possível um ressurgimento da epidemia.

“O reaparecimento da Covid-19 é uma possibilidade, com um ressurgimento sazonal”, explica ele à AFP. De acordo com a especialista australiana em doenças infecciosas Sharon Lewin, o novo coronavírus pode retornar após a onda atual. “Não sabemos se ele voltará”, reconhece, lembrando que a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), também causada por um coronavírus, matou 774 pessoas em 2002 e 2003 e desapareceu graças a medidas estritas de “distanciamento social”. Tudo isso pode mudar se, como a indústria farmacêutica promete, uma vacina for alcançada dentro de 12 ou 18 meses. Matéria extraída do Portal MSN.COM

sábado, 28 de março de 2020

A Secretaria de Saúde do Município de Garanhuns, por meio do Programa Municipal de Imunizações (PMI), informa que a Campanha de Vacinação contra a Gripe está suspensa temporariamente, pois todo o estoque, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, já foi aplicado na população. A Secretaria ressalta que o Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde (SES) estão repassando os lotes de forma fracionada para evitar aglomerações e que a campanha será retomada imediatamente após a chegada da nova remessa.

A vacina contra a Influenza não previne o coronavírus, mas vai ajudar no combate a outros tipos de enfermidades, auxiliando os profissionais de saúde para identificar o tipo de vírus que acomete o paciente.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Em virtude da emergência de saúde pública internacional, decorrente da pandemia do novo coronavírus, e do cenário nacional de transmissão comunitária, reconhecido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Garanhuns, por meio do Decreto n° 022/2020, declarou estado de calamidade pública em todo o município. 

A configuração de estado de calamidade pública se ampara no cenário de isolamento preventivo da população de Garanhuns, bem como a interrupção de serviços essenciais da administração pública; em áreas como educação, saúde, transportes, assistência social e a suspensão de outros expedientes administrativos por tempo indeterminado, em caráter preventivo. Bem como na queda de arrecadação própria, decorrente da paralisação e crise da economia local.

Com o decreto, todas as medidas da administração pública serão direcionadas para o enfrentamento da anormalidade verificada. “É um momento em que estamos adotando todas as medidas possíveis na prevenção ao coronavírus, buscando amenizar, sobretudo, o impacto naquelas famílias que estão sendo atingidas mais severamente durante este momento difícil”, pontuou o prefeito Izaías Régis.

Os órgãos e entidades da administração pública municipal adotarão as medidas necessárias ao enfrentamento do estado de calamidade pública, observado o disposto nos Decretos Municipais nº 015/2020, 017/2020, 018/2020, 019/2020 e 020/2020. Fica autorizado ainda o uso de todas as medidas necessárias, inclusive o investimento de recursos para utilização em unidades hospitalares do Estado de Pernambuco.

O Decreto Municipal n° 022/2020 que oficializa o estado de calamidade pública será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), para apreciação e homologação, nos termos da Constituição do Estado; e será publicado no Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco (Amupe), desta quinta-feira (26), onde pode ser acessado na íntegra.

quinta-feira, 26 de março de 2020

No Brasil, estamos em pleno ano eleitoral, com o calendário das eleições já em andamento. Até 3 de abril vereadores podem mudar de partido para concorrerem em outubro. Até 4 de abril, os que desejam concorrer devem ter domicílio eleitoral na circunscrição que competirão e filiação aprovada pelo partido. Também devem se desincompatibilizar do Poder Executivo os que queiram se candidatar.

Em maio começa o período de arrecadação por financiamento coletivo. De 20 de julho a 5 de agosto são realizadas as convenções partidárias e até 20 de agosto os candidatos devem ser registrados. Comícios podem ser organizados depois da nomeação oficial até 1 de outubro. Concomitantemente, as projeções do Ministério da Saúde apontam o crescimento do número de infectados pela covid-19 de abril a agosto, quando a curva começará a desacelerar, e só em setembro o número de casos a cair. O cenário pode ser pior se as medidas de contenção forem atenuadas.

Há coincidência temporal entre a evolução da contaminação pelo novo coronavírus e o calendário eleitoral. Convenções partidárias são eventos coletivos de ampla participação. Comícios são congregações de centenas de pessoas. Sem falar que há datas anteriores que acarretam custos para os envolvidos, como as desincompatibilizações e as decisões de doação coletiva para pré-candidatos, que podem ser afetadas por expectativas de adiamento do pleito. Tudo condicionado pelo pico de crescimento do contágio pela covid-19.

A preocupação com a postergação das eleições é uma realidade imediata. Implica, potencialmente, a prorrogação de mandatos. Isso é delicado em um regime democrático: pode incitar problemas de legitimidade dos eleitos e acusações de oportunismo. Devemos nos preparar antecipadamente para lidar com a possibilidade de interrupção do calendário eleitoral para evitar estresse futuro ao sistema, reduzindo a margem para comportamento oportunista daqueles no exercício do poder. Já há indícios desse comportamento em propostas de prorrogação de mandatos circulando pelo Congresso Nacional.

Mesmo que não haja necessidade de adiar eleições ou, pior, prorrogar mandatos, é importante haver um plano de contingência antecipado e amplamente aceito por todos os atores políticos indicando com clareza as circunstâncias em que as eleições seriam suspensas e detalhando as implicações do adiamento para o exercício do poder: dando prazos claros para novas eleições, preferencialmente sem prorrogação dos atuais mandatos.

No Brasil, o TSE é o órgão responsável pela condução das eleições. Seria importante se manifestar, com a antecedência necessária, dando diretrizes. O risco de uma abstenção recorde é real em se mantendo as eleições, como ocorreu na França e Irã. A reação recente do ministro Barroso, coadunado pela presidente da Corte, Rosa Weber, em resposta a uma consulta sobre o adiamento das eleições é problemática. Disse ele: “Por enquanto, não cogitamos essa possibilidade. Cada dia com sua agonia. Tenho fé que até outubro tudo terá sido controlado.”

Ora, não se trata de uma questão de fé. É uma questão de ciência e de precaução para preservar a legitimidade de um possível processo de adiamento de eleições. Indicar quando e sob quais condições as eleições serão postergadas, com a antecedência necessária, evita casuísmos e personalismos. Lembrando que a questão não se limita a outubro, mas a eventos coletivos essenciais para o processo eleitoral e que se iniciam em maio. O dia da agonia já chegou. Fonte: Poder 360  

quarta-feira, 25 de março de 2020

Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, o presidente Jair Bolsonaro criticou, em pronunciamento na noite desta terça-feira (24) em rede nacional de televisão, o pedido para que todos aqueles que possam fiquem em casa. Bolsonaro culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de “pavor”. E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”.

Consultado, o Ministério da Saúde informou que não vai se posicionar sobre o pronunciamento do presidente. “O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?”, declarou.

Segundo o presidente, “raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade”. “90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”, completou. “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele famoso médico daquela famosa televisão. Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença.”

No pronunciamento, Bolsonaro disse que os meios de comunicação espalharam “pavor” e provocaram “histeria” no país. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália. Um país com grande numero de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, afirmou.

De acordo com o presidente, “percebe-se que, de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pedem calma e tranquilidade”. “Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o bom senso e o equilíbrio prevaleçam entre nós.” Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de março de 2020

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou, nesta terça-feira (24), que não há novos casos confirmados da Covid-19 em Pernambuco. Nessa segunda (23), 42 casos do novo coronavírus estavam confirmados. Nas últimas 24 horas, todos os 108 testes realizados pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) deram negativo. Esta foi a primeira vez que o estado não teve novos casos confirmados desde que a transmissão comunitária foi verificada, no dia 17 de março.

Por outro lado, na coletiva do governo federal desta terça sobre a pandemia, o Ministério da Saúde informou que estima que a cada 14 confirmados do novo coronavírus, há mais 86 infectados e não testados. Dessa forma, Pernambuco teria 258 infectados. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou que há 2.201 pessoas infectadas e 46 morreram em decorrência da Covid-19.

Nesta quarta-feira (25), completa-se um mês desde o início das notificações do novo coronavírus em Pernambuco. O primeiro caso suspeito foi notificado no dia 25 de fevereiro após uma mulher de Caruaru que viajou para a Itália apresentar sintomas da Covid-19. O caso da paciente foi descartado posteriormente. Os primeiros casos confirmados do estado foram informados no dia 12 de março. Os pacientes eram um casal, sendo a mulher com 66 e o homem com 71 anos. A mulher foi a primeira paciente a ter cura clínica confirmada pelo estado.

Apesar de os resultados da últimas 24 horas serem todos negativos, o secretário estadual de Saúde, André Longo, ressaltou que “o resultado de um dia de análise não é estatisticamente relevante, já que a pandemia vai durar meses”. Segundo ele, as recomendações de cuidados com a higiene e isolamento social permanecem. “Fazemos um apelo especial para resguardar as pessoas mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com histórico de doença”, afirmou o secretário.

Além do pedido para reforçar os cuidados com os mais velhos, o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, fez um alerta aos mais jovens. “Quando diz que a doença é potencialmente mais grave em pessoas de 60, 70 anos, isso não quer dizer que os jovens sejam invencíveis. A doença pode ser até séria nesta população. É fundamental que vocês tomem a atitude de ficar em casa para proteger a vocês mesmos e as pessoas que vocês amam”, destacou.

A recomendação do estado ainda é de que só devem procurar unidades de saúde pessoas do grupo de risco ou que apresentem dificuldade para respirar. Dos 42 casos confirmados, 29 estão em isolamento domiciliar e oito em instituições privadas de saúde. Dos internados, três estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo dois no Real Hospital Português (RHP), da rede particular, e um no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), da rede pública.

Curados: De acordo com o novo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, subiu para cinco o número de pessoas curadas do novo coronavírus no estado. O chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Demetrius Montenegro, explicou que os pacientes curados não receberam medicação específica para a Covid-19. “Alguns dos recuperados estavam internados e outros em isolamento domiciliar. Eles não receberam medicação específica (para o novo coronavírus). O internamento se deu para tratar de outras infecções, como pneumonia”, esclareceu.

terça-feira, 24 de março de 2020

Além do socorro ao setor produtivo, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) defende que o governo federal aumente a transferência de renda para a população mais vulnerável. Para o socialista, é chegada a hora de uma resposta mais efetiva para a sociedade, no lugar de ações pontuais.  “Precisamos de uma postura mais agressiva para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Os outros países estão atuando nos moldes do pós-guerra e é assim que precisamos agir”, declarou em entrevista à Rádio CBN Recife, nesta terça-feira (24). 

O parlamentar destacou que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), estima ser necessário o gasto de R$ 300 a R$ 400 milhões para combater a crise socioeconômica que atravessará o Brasil. Ele citou estudos que apontam a possibilidade de o índice de desemprego chegar a 40 milhões de pessoas. “Por isso, precisamos de soluções equilibradas, que reanimem a economia, mas que garanta proteção às pessoas”, afirmou Danilo Cabral. O deputado sugere a abertura de linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas e a transferência de renda como os pilares para um plano governamental. 

Danilo Cabral sugere a utilização do CadÚnico para que a transferência de renda possa atender a maioria dos brasileiros mais vulneráveis. São 36 milhões de pessoas cadastradas no sistema. Ele ressalta o problema de atualização nos dados, mas diz que é, por enquanto, a forma mais rápida e eficiente de se chegar às pessoas. “Precisamos também de medidas que ajudem os trabalhadores informais”, acrescentou. 

A proposta do governo federal foi de conceder um auxílio de R$ 200 mensais – por três meses – aos trabalhadores que precisarem de renda. Um investimento total de R$ 5 bilhões a serem pagos pela Caixa e pelo INSS. Para o deputado, a medida não é suficiente. O valor corresponde a R$ 6,60 por dia. “Pelo menos, parece que a ‘ficha está caindo’ e o presidente mudou sua postura, pelo que vimos sobre a reunião com os governadores do Nordeste ontem (23)”, disse. E completou: “esperamos que haja união e menos improviso daqui por diante”.

terça-feira, 24 de março de 2020

Por conta da pandemia global de coronavírus, as Olimpíadas de Tóquio foram adiadas. Porém, em 124 anos de existência dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, não foi a primeira vez que o megaevento foi cancelado ou postergado. As Olimpíadas já superaram atos terroristas e boicotes, mas por três vezes não foram realizadas por causa das duas Grandes Guerras Mundiais: Berlim 1916, Japão 1940 e Londres 1944.

O pedido de adiamento das Olimpíadas de Tóquio feito via telefone pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, ao Comitê Olímpico Internacional seguiu o roteiro traçado no Host City Contract (Contrato da Cidade-anfitriã, em tradução livre). A ação aconteceu, principalmente, porque qualquer tipo de decisão sobre o evento compete à instituição máxima do desporto olímpico, já que a cidade-sede abriu mão de sua autonomia a respeito das competições ao assinar o documento.