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Polêmica entre prefeito de Correntes e Governo de Pernambuco marca agenda da Carreta da Mulher Pernambucana

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Uma polêmica envolvendo o prefeito de Correntes, no Agreste Meridional de Pernambuco, Edmilson da Bahia, e o Governo de Pernambuco ganhou repercussão nos últimos dias após divergências em torno da realização dos atendimentos da Carreta da Mulher Pernambucana no município, previstos para acontecer entre os dias 11 e 12 de janeiro de 2026.

O programa estadual, que tem como objetivo oferecer serviços gratuitos de saúde, cidadania e orientação social às mulheres, estava programado para atender a população de Correntes, mas, segundo o prefeito, a forma como a ação foi organizada pelo Governo do Estado desconsiderou a gestão municipal, o que teria dificultado o alinhamento institucional e logístico da iniciativa.

Edmilson da Bahia afirmou que a Prefeitura não foi comunicada oficialmente sobre detalhes fundamentais da vinda da Carreta, como o local de instalação, o cronograma dos atendimentos e a estrutura de apoio necessária. Para o gestor, a falta de diálogo comprometeu a divulgação e o planejamento da ação no município.

“Somos a administração que conhece a realidade de Correntes. Não é correto realizar uma ação dessa importância sem que a Prefeitura esteja integrada ao processo”, declarou.

Em contrapartida, representantes do Governo de Pernambuco reforçaram que a Carreta da Mulher Pernambucana é um programa estadual itinerante, criado para ampliar o acesso das mulheres a exames, consultas e atendimentos especializados, principalmente no interior do Estado. O governo também destacou que o projeto tem caráter técnico e social, sem qualquer motivação política.

A divergência gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio político local. Enquanto aliados do prefeito defendem que houve desrespeito institucional ao município, apoiadores do governo estadual afirmam que a prioridade deve ser garantir que os serviços cheguem às mulheres, independentemente de disputas políticas.

Moradoras de Correntes também se manifestaram cobrando que o impasse seja superado. Para muitas, o mais importante é o acesso aos serviços oferecidos pela Carreta. “A gente precisa desses atendimentos. Política não pode atrapalhar a saúde das mulheres”, comentou uma usuária.

Com a ação prevista para os dias 11 e 12 de janeiro, cresce a expectativa de que Prefeitura e Governo do Estado cheguem a um entendimento para que a Carreta da Mulher Pernambucana possa atender plenamente a população feminina de Correntes, cumprindo sua missão de cuidado, prevenção e promoção da saúde.

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