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Fortes chuvas no Agreste de Pernambuco causam estragos e transtornos em Calçado e Jucati

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Nos últimos dois dias, os municípios de Calçado e Jucati, situados no Agreste de Pernambuco, enfrentaram uma série de transtornos provocados por chuvas intensas que atingiram a região desde a noite de quinta-feira (26). A precipitação, associada a um sistema meteorológico que trouxe volumes elevados de água em curto espaço de tempo, provocou danos estruturais, interdições de vias e mobilizou equipes de defesa civil e prefeituras locais. 

Em Calçado, os episódios mais graves ocorreram na manhã desta sexta-feira (27), quando a principal ponte de acesso à cidade desabou devido ao aumento abrupto do nível do rio que corta a região. A estrutura, considerada estratégica para a ligação com cidades vizinhas, cedeu por volta das 8h30, deixando o município parcialmente isolado e obrigando moradores e motoristas a utilizarem rotas alternativas por estradas secundárias. Apesar do desabamento, não há registros de feridos graves, segundo informações preliminares das autoridades locais. 

A prefeitura de Calçado decidiu pela suspensão das aulas na rede municipal nesta sexta-feira, em função dos riscos nos trechos urbanos e dos pontos de alagamento que se espalharam pela cidade. As equipes da Defesa Civil, das secretarias de Infraestrutura e de Assistência Social estão em campo realizando monitoramento das áreas afetadas, limpeza de vias e levantamento dos prejuízos.

Em Jucati, a força das águas também provocou danos significativos. Um importante trecho da entrada do município cedeu e ficou intransitável, prejudicando o tráfego de veículos e pedestres. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram vias e casas alagadas, e parte da população relatou dificuldades com a interrupção do serviço de energia elétrica e internet em vários bairros. 

As fortes chuvas que atingiram o Agreste entre a noite de quinta-feira e a madrugada têm sido monitoradas pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que mantém alertas de precipitações de moderadas a fortes, com possibilidade de continuidade do tempo instável nos próximos dias. 

Autoridades estaduais têm realizado sobrevoos e vistorias técnicas para avaliar os danos, identificar áreas de risco e orientar medidas emergenciais, com o objetivo de viabilizar a decretação de situação de emergência e a liberação de recursos que possam apoiar a recuperação das localidades mais atingidas. 

Enquanto isso, moradores seguem lidando com os efeitos do excesso de água, que complicou a mobilidade urbana e trouxe preocupação quanto à segurança em pontos críticos das duas cidades. A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas alagadas e acompanhar as orientações oficiais para reduzir riscos adicionais.

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