Quaest: Raquel Lyra, 35%, João Campos, 30%, na pesquisa espontânea

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (29), apresenta um cenário de forte equilíbrio na disputa pelo Governo de Pernambuco, mas também revela uma diferença importante quando os eleitores são questionados de forma espontânea — ou seja, sem que uma lista de candidatos seja apresentada.

Nesse formato, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 35% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 30%. A diferença é de cinco pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, Raquel tinha 32% na espontânea e João Campos, 25%. Dessa forma, os dois candidatos apresentaram crescimento, com a governadora avançando três pontos e o ex-prefeito do Recife crescendo cinco pontos.

Outro dado que chama atenção é o percentual de eleitores que ainda não indicaram espontaneamente um nome. 32% permanecem indecisos, enquanto 2% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Ivan Moraes (PSOL) foi citado por 1% dos entrevistados.

Já no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Raquel Lyra e João Campos aparecem empatados numericamente, com 42% cada. Ivan Moraes soma 1%, enquanto os demais candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 10% e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 5%.

A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos. Novamente, os dois aparecem empatados numericamente, com 44% cada.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de setembro, com 1.302 eleitores de Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.

A pesquisa espontânea merece atenção porque mede o grau de lembrança dos nomes pelos próprios eleitores, sem a apresentação prévia das opções de candidatos. Os números, entretanto, representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas e não constituem previsão do resultado eleitoral.

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