Caetés: moradores terão indenização ou reassentamento após acordo sobre parques eólicos

Um acordo homologado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco garantiu avanços importantes para moradores do município de Caetés que vinham relatando impactos provocados pela instalação de torres eólicas na região. A conciliação envolveu representantes das comunidades afetadas, empresas responsáveis pelos empreendimentos e órgãos ambientais.

De acordo com o TJPE, foi homologado um acordo entre a empresa Ventos de São Clemente Holding S/A e a Agência Estadual de Meio Ambiente com o objetivo de reduzir os impactos ambientais causados pelos parques eólicos no município do Agreste. A decisão foi divulgada na quinta-feira (16).

O acordo foi assinado na quarta-feira (8) pelo desembargador Erik de Sousa Dantas Simões e estabelece medidas concretas para mitigar os efeitos das turbinas sobre as comunidades locais. Entre os principais pontos, está a previsão de realocação ou indenização de famílias que vivem próximas aos aerogeradores.

Segundo os termos definidos, moradores situados entre 280 e 1.000 metros das torres poderão optar por indenização ou transferência para novas áreas, que poderão ser escolhidas pelas próprias famílias, desde que haja viabilidade técnica. A empresa responsável terá prazos escalonados de 10, 17 e até 32 meses para cumprir as determinações estabelecidas.

Em caso de descumprimento total do acordo, está prevista a aplicação de multa no valor de R$ 2,5 milhões. Além disso, o pacto inclui medidas de monitoramento e mitigação de impactos, como controle de ruídos e ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das populações afetadas.

O TJPE destacou que a solução consensual representa um avanço na mediação de conflitos envolvendo grandes empreendimentos e comunidades locais, buscando equilibrar o desenvolvimento da matriz energética com a preservação do bem-estar social e ambiental.

Moradores consideram o acordo um passo importante, mas defendem fiscalização rigorosa para garantir o cumprimento integral das medidas. O caso reforça os desafios da expansão da energia eólica no interior do Nordeste, onde o potencial energético convive com demandas sociais e ambientais cada vez mais evidentes.

RADIOWEB SALOÁ NOTÍCIAS

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